Levado pelo Mar conta a história de três irmãos, Cameron, Ethan e Philip, antigos jovens delinquentes adoptados por Raymond e Stella Quinn. Os irmãos são tão diferentes uns dos outros quanto é possível, mas têm em comum um imenso amor pelo casal que os adoptou e criou. Agora, adultos e por conta própria, têm de voltar à casa da família para honrar o último pedido do pai...
Campeão de corridas de barcos, Cameron Quinn viajou pelo mundo esbanjando as suas vitórias em champanhe e mulheres. Mas quando na hora da morte o pai o chama para cuidar de Seth, um jovem problemático como ele já fora um dia, a sua vida dá uma reviravolta. Depois de anos de independência, Cameron tem de reaprender a viver com os irmãos, enquanto luta para cozinhar, limpar e cuidar de um rapaz complicado.
Antigas rivalidades e novos ressentimentos despertam entre os irmãos, mas tudo terão de fazer para que Seth não saia prejudicado. Pois no final, será uma assistente social que decidirá o destino de Seth e, tão dura quanto bonita, ela tem o poder de unir os Quinn... ou de os separar para sempre.
Nora Roberts apresenta-nos a inesquecível saga da Baía de Chesapeak e, na minha opinião, não o podia fazer com melhor livro. Temos, presente neste livro como ponto de destaque, e em toda a série, tal como a autora nos habituou, a família, os valores familiares que esta autora tanto preza. Sobre que é este romance? Poder-se-ia dizer que, assim como outros livros de Nora Roberts, existe também neste volume uma hitória de amor como ponto central (e realmente assim o é), no entanto penso que este livro vai mais longe um bocadinho, dando especial ênfase às relações familiares, sempre caracterizadas pelo amor, que nos dá a conhecer.
Começamos a entrar na história conhecendo Cameron Quinn, o mais velho dos irmãos Quinn. Cam é um homem mulherengo, impetuoso e muito impulsivo que ganha a vida fazendo corridas de carros, veleiros, tudo o que tenha grande velocidade. É nesse meio luxuoso que estabelecemos um primeiro contacto com esta personagem; é, porém, num meio mais calmo que ficamos a conhecer a sua verdadeira essência e observamos o seu desenvolvimento. A vida de Cam dá uma volta de 360º (acreditem que fica completamente virada do avesso), quando recebe a notícia de que o seu pai está no hospital e quer encontrar-se com Cam e os seus dois irmãos, Ethan e Phillip. Aqui sim começa a parte interessante do romance. O seu pai, que ficou conhecido por adoptar crianças problemáticas tinha feito, por assim dixer, uma nova aquisição, um rapazinho de dez anos chamado Seth. No seu leito de morte o pai entrega aos cuidados dos filhos o pequeno rapaz, que estes vão assumir como irmão mais novo.
Isto é para mim o ponto mais interessante desta narrativa, o amor que estes três homens adultos acabam por sentir por um rapaz perdido, tal como em tempos também eles o foram. Imaginem três homens adultos, bem parecidos, irmãos de coração mas que não podiam ser mais distintos em todos os sentidos, homens que já não viviam juntos há muitos anos, mudarem completamente as suas vidas para criar um rapaz que nada lhes devia dizer. Não morando juntos há tanto tempo e com personalidades divergentes e chocantes, estes três irmãos voltam a morar todos juntos na casa da familia para poderem proporcionar a Seth uma vida boa.
Falando agora particularmente de Cam, podem imaginar a situação em que ele se viu metido. Alguém que era campeão de corridas internacionais passa, de um momento para o outro, a ama-seca de um rapazinho que em nada ajuda o seu relacionamento e, para melhorar a coisa, aparece uma assistente social (que vai interferir, de mais do que uma maneira, na vida destes quatro homens, especialmente na de Cam e Seth) que vai decidir o destino de Seth, tendo de tomar a decisão de deixar ou não a custódia do rapaz à guarda do irmãos.
Não posso dizer muito mais sem me entusiasmar e começar a desbobiar tudo, posso apenas acrescentar que AMEI o livro, que me fez derreter toda por dentro quer pelos momentos românticos como pelos momentos fraternais que nos apresenta. Sem sombra de dúvida uma das melhores séries desta autora! Aconselho sem restrições a toda a gente que precisar de umas boas gargalhadas(acreditem que irmãos como aqueles quatro dão muito que fazer), de sentir a sensação do coração a derreter com momentos de pura doçura e romantismo. Deixem-se encantar pela paisagem costeira e abram as portas do vosso coração para acolher uma família muito especial...
Votos de boas leituras
Maff G.
Quando o Vento Sopra... é um blog sobre tudo o que vier à cabeça. Para quê restringir a nossa criatividade ou expressão a um só tema?
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Nós - poema
Sinto muitas saudades de “nós”…
Quando foi que tudo começou a mudar?
Coloco a mim mesma esta questão demasiadas vezes,
E de cada uma delas
Encontro uma resposta diferente.
E nem por isso mais esclarecedora.
Recordo, com saudade, os nossos momentos,
Aqueles em que éramos nós contra o mundo,
Aqueles em que eu ainda sabia quem era
E quem tu eras.
Nós éramos nós, e não havia ninguém para o mudar.
Quando foi que crescemos?
Se começaram a desencontrar, a separar,
Até nada mais restar de nós senão lembranças?
Sobrando, junto com as memórias,
As cinzas de algo que, como a Fénix, se erguia sempre de novo,
Celebrando um novo ciclo, um recomeço.
Mas a última vez foi diferente.
Porque não nos voltámos a levantar, não erguemos o castelo depois da onda o abalar, o derrubar.
Não sei se por falta de vontade, se por falta da chama, do calor.
Contudo, independentemente do que poderíamos ainda ter sido,
Recordo com um sorriso nos lábios o que construímos,
Mas que o tempo levou, qual onda de destruição que desmorona um castelo de areia construído por crianças.
Talvez por essa razão não tenhamos sobrevivido,
Foram as mãos de duas crianças que se aventuraram num novo horizonte, algo desconhecido e excitante,
Que começaram a construir o que entre nós havia.
Depois deixámos o que existia nas mãos trémulas de dois adolescentes sonhadores.
Permitimos que deixassem o coração governar consoante os seus caprichos,
E fomos felizes.
Agora, dou por mim a procurar razões para não termos continuado,
E não as consigo encontrar.
No entanto, não encontro igualmente motivos para termos continuado.
Mas continuo a sentir-me saudosa e sem respostas às minhas interrogações.
E não sei quando começámos a ruir.
Foi, provavelmente, quando começámos a crescer e
Deixámos de ser as crianças e os adolescentes que fizeram de nós o que somos.
Não me arrependo do que vivemos, não me arrependo de termos acabado com o “nós”.
Mas sinto muitas saudades…
A Minha Escrita
A partir de hoje vou passar a publicar alguns textos da minha autoria. Aviso já que sou uma pessoa muito romântica e , como tal, os meus textos não podem deixar de ter um bocadinho de romance, apesar disso nem todos têm essa componente romântica ;)
Bjs
Maff G.
Bjs
Maff G.
sábado, 1 de outubro de 2011
Três Metros Acima do Céu de Federico Moccia
Três Metros Acima do Céu é um romance apaixonante e retrata uma história de amor entre dois adolescentes oriundos de contextos sociais distintos, que se conhecem na esplendorosa cidade de Roma. A intensidade da relação manifesta-se logo no primeiro encontro quando Babi, uma atraente e simpática jovem de quinze anos, conhece Step, um rapaz um pouco mais velho, com um comportamento muitas vezes agressivo e reprovável, que exerce sobre ela um invulgar fascínio. Em breve estes dois mundos (aparentemente) incompatíveis tornam-se um só, e as juras de amor eterno passam a ser a grande força motriz. Porém, Babi nunca aceitou inteiramente as atitudes violentas do namorado, nem o mundo subversivo e decadente a que Step pertence, e a relação envereda por um caminho sinuoso e inesperado… Um livro comovente e inspirador, que venceu o Premio Letterario Nazionale Insula Romana, na categoria de literatura para jovens adultos, e o Premio Torre di Castruccio, na categoria de ficção (2004).
Este é um romance que, como muitos outros, conta a história, aparentemente cliché, da rapariga bem comportada e boa aluna que se apaixona pelo rapaz rebelde e perigoso (e vice-versa), não fosse, na minha modesta opinião, um livro que vai mais fundo. São abordados neste livro temas como o amor adolescente, a traição familiar, a perda de alguém que nos é muito próximo, a amizade verdadeira e a reconstrução gradual de laços que se pensavam quebrados.
Por um lado, quando nesta história se fala de amor, vemos dois mundos distintos que se começam a entrelaçar e a conviver. São-nos apresentadas duas personagens que não podiam ser mais diferentes e que, no entanto, cultivam uma relação profunda que tenta ultrapassar as divergências que resultam dos mundos sociais a que pertencem. Por outro lado vemos os esforços que cada uma das personagens pertencentes a esses mundos faz para se integrar no mundo oposto. Vemos em Babi, a protagonista, uma rapariga dedicada à escola, de uma classe social mais abastada, que se esforça por se integrar e interagir com os amigos de Step. Vemos, simultaneamente, as mudanças que Step se esforça por fazer no seu comportamento violento e agressivo, e tudo porque Babi desaprova muitas das suas atitudes.
Apesar do romance se focar principalmente na história de Babi e Step, história esta sobre a qual nada mais vou desenvolver (aconselho vivament a sua leitura), temos, ainda envolvendo as personagens principais, o deteriorar das relações familiares de Babi, a percepção dos motivos de alguns dos comportamentos erráticos de Step e a sua reaproximação com o irmão. Observamos de perto o desenvolvimento do relacionamento de uma amiga de Babi com um amigo de Step. Vemos a maneira como Step lida com a perda do seu amigo mais próximo.
São todas estas situações que fazem deste livro algo de envolvente e que acabam por fazer com que a história perca o factor, por assim dizer, cliché.
Esta obra leva-nos a um mundo bem real, não existe aqui aquela magia dos contos-de-fadas, dos finais felizes para sempre, aqui é-nos apresentado o mundo real com muita da sua injustiça e desilusão, mas o qual aconselho a leitura. Este livro é para quem quer uma história de amor envolvente que tanto nos deixa com um sorriso a bailar nos lábios como uma lágrima no canto do olho.
Bjs
Maff G.
Este é um romance que, como muitos outros, conta a história, aparentemente cliché, da rapariga bem comportada e boa aluna que se apaixona pelo rapaz rebelde e perigoso (e vice-versa), não fosse, na minha modesta opinião, um livro que vai mais fundo. São abordados neste livro temas como o amor adolescente, a traição familiar, a perda de alguém que nos é muito próximo, a amizade verdadeira e a reconstrução gradual de laços que se pensavam quebrados.
Por um lado, quando nesta história se fala de amor, vemos dois mundos distintos que se começam a entrelaçar e a conviver. São-nos apresentadas duas personagens que não podiam ser mais diferentes e que, no entanto, cultivam uma relação profunda que tenta ultrapassar as divergências que resultam dos mundos sociais a que pertencem. Por outro lado vemos os esforços que cada uma das personagens pertencentes a esses mundos faz para se integrar no mundo oposto. Vemos em Babi, a protagonista, uma rapariga dedicada à escola, de uma classe social mais abastada, que se esforça por se integrar e interagir com os amigos de Step. Vemos, simultaneamente, as mudanças que Step se esforça por fazer no seu comportamento violento e agressivo, e tudo porque Babi desaprova muitas das suas atitudes.
Apesar do romance se focar principalmente na história de Babi e Step, história esta sobre a qual nada mais vou desenvolver (aconselho vivament a sua leitura), temos, ainda envolvendo as personagens principais, o deteriorar das relações familiares de Babi, a percepção dos motivos de alguns dos comportamentos erráticos de Step e a sua reaproximação com o irmão. Observamos de perto o desenvolvimento do relacionamento de uma amiga de Babi com um amigo de Step. Vemos a maneira como Step lida com a perda do seu amigo mais próximo.
São todas estas situações que fazem deste livro algo de envolvente e que acabam por fazer com que a história perca o factor, por assim dizer, cliché.
Esta obra leva-nos a um mundo bem real, não existe aqui aquela magia dos contos-de-fadas, dos finais felizes para sempre, aqui é-nos apresentado o mundo real com muita da sua injustiça e desilusão, mas o qual aconselho a leitura. Este livro é para quem quer uma história de amor envolvente que tanto nos deixa com um sorriso a bailar nos lábios como uma lágrima no canto do olho.
Bjs
Maff G.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Anel Oculto de Anne Bishop
Depois de nos maravilhar com a Trilogia das Jóias Negras, a autora regressa ao mundo que a fez vencer o prémio Crawford Memorial Fantasy Award. Desta vez para nos contar a história de Jared, um Senhor da Guerra de jóia vermelha. Jared transgrediu todas as regras ao assassinar a sua rainha. Mas no reino dos Sangue, são poucos os
homens que podem sobreviver sem estar sob a vigilância de uma rainha. Conseguirá Jared enfrentar os seus próprios demónios e descobrir o significado de estar verdadeiramente ligado a uma Rainha?
Anel Oculto é um livro isolado, mas tem laços com os acontecimentos da trilogia — especialmente pela presença do inesquecível Daemon Sadi. O mundo de Bishop continua a ser gótico, sensualmente perigoso
e por vezes violento. Um prazer de leitura para os fãs, e uma excelente descoberta para os novos leitores que são apresentados a uma sociedade complexa, exigente, e carregada de personagens tão reais que arrepiam.
Através de Anel Oculto regressamos ao mundo original de Anne Bishop. No entanto este romance remete-nos para um tempo anterior ao que nos é apresentado na trilogia das Jóias Negras. Mas, para deleite dos amantes da escrita de Anne Bishop, vemos regressar algumas das personagens memoráveis da trilogia primordial: Daemon Sadi e Dorothea.
O que mais me encantou neste romance foi o facto de funcionar como uma espécie de anexo à trilogia, uma vez que a história que nos é contada é aquela que levou à elaboração do plano de Jaenelle para salvar os Sangue. Esta é a história de uma rainha cinzenta que conseguiu eliminar alguns adversários e, assim, manter o seu território a salvo das mãos de Dorothea, é o "relato" dos acontecimentos que levaram uma grande rainha de jóia cinzenta a confiar a sua vida e a vida de outros a um escravo de prazer. É sobre um homem que conquistou a sua liberdade e aprendeu o verdadeiro significado do serviço e lealdade a uma rainha, e que descobriu o peso e poder dos anéis ocultos (o dourado e o prateado).
Neste ivro percebemos melhor (pelo menos eu percebi) o derradeiro plano composto por Jaenelle e Daemon para acabar com a corrupção dos Sangue. Entramos em algo que, de algum modo, levou ao desfecho da obra mais conhecida desta autora. Mas não é apenas o relembrar a trilogia que faz desta história algo fascinante. As suas personagens, tão ricas e, mais uma vez, humanas, são um ponto essencial para a magia deste romance. Temos Jared, o escravo sexual, que já atingiu o ponto de ruptura, alguém que perdeu a confiança nos antigos costumes e que se vê confrontado com alguém - Lia - que refuta tudo aquilo em que ele tem acreditado desde que se viu "sozinho" no mundo. Jared é levado a repensar o que julga saber e a retomar os ensinamentos que o pai lhe transmitiu. Vemos Lia amadurecer e passar de uma feiticeira de jóia verde com vontade de proteger tudo e todos, para uma verdadeira rainha de jóia cinzenta capaz de enfrentar a pior das situações. Temos depois Thera e Blayde, duas pessoas que sempre tiveram de se esconder, que nunca puderam ser eles próprios e que, finalmente, podem assumir quem são. Vemos ainda a alegria de viver de Thomas, um meio-Sangue rejeitado tanto pelos Sangue como pelos plebeus, mas que mostra uma enorme vontade de agradar, de servir e de se sentir útil.
São todas estas personagens que fazem deste romance algo que dá gosto ler. É o regressar a um mundo já nosso conhecido e rever as personagens que nos marcaram e deixaram saudades. É vermos, uma vez mais, a esperança e o desejo ardente que habita em Daemon mas também a sua faceta oculta, calculista e arrepiante, o Sádico.
Não há muito mais que possa dizer, ou melhor, há, mas aconselho vivamente a quem ainda não o leu que se tiver a oportunidade pegue no livro e entre num mundo onde a magia existe, não só através da Arte, mas que também passa através dos sentimentos e momentos partilhados pelas personagens.
Despeço-me com votos de boas leituras
Bjs
Maff G.
homens que podem sobreviver sem estar sob a vigilância de uma rainha. Conseguirá Jared enfrentar os seus próprios demónios e descobrir o significado de estar verdadeiramente ligado a uma Rainha?
Anel Oculto é um livro isolado, mas tem laços com os acontecimentos da trilogia — especialmente pela presença do inesquecível Daemon Sadi. O mundo de Bishop continua a ser gótico, sensualmente perigoso
e por vezes violento. Um prazer de leitura para os fãs, e uma excelente descoberta para os novos leitores que são apresentados a uma sociedade complexa, exigente, e carregada de personagens tão reais que arrepiam.
Através de Anel Oculto regressamos ao mundo original de Anne Bishop. No entanto este romance remete-nos para um tempo anterior ao que nos é apresentado na trilogia das Jóias Negras. Mas, para deleite dos amantes da escrita de Anne Bishop, vemos regressar algumas das personagens memoráveis da trilogia primordial: Daemon Sadi e Dorothea.
O que mais me encantou neste romance foi o facto de funcionar como uma espécie de anexo à trilogia, uma vez que a história que nos é contada é aquela que levou à elaboração do plano de Jaenelle para salvar os Sangue. Esta é a história de uma rainha cinzenta que conseguiu eliminar alguns adversários e, assim, manter o seu território a salvo das mãos de Dorothea, é o "relato" dos acontecimentos que levaram uma grande rainha de jóia cinzenta a confiar a sua vida e a vida de outros a um escravo de prazer. É sobre um homem que conquistou a sua liberdade e aprendeu o verdadeiro significado do serviço e lealdade a uma rainha, e que descobriu o peso e poder dos anéis ocultos (o dourado e o prateado).
Neste ivro percebemos melhor (pelo menos eu percebi) o derradeiro plano composto por Jaenelle e Daemon para acabar com a corrupção dos Sangue. Entramos em algo que, de algum modo, levou ao desfecho da obra mais conhecida desta autora. Mas não é apenas o relembrar a trilogia que faz desta história algo fascinante. As suas personagens, tão ricas e, mais uma vez, humanas, são um ponto essencial para a magia deste romance. Temos Jared, o escravo sexual, que já atingiu o ponto de ruptura, alguém que perdeu a confiança nos antigos costumes e que se vê confrontado com alguém - Lia - que refuta tudo aquilo em que ele tem acreditado desde que se viu "sozinho" no mundo. Jared é levado a repensar o que julga saber e a retomar os ensinamentos que o pai lhe transmitiu. Vemos Lia amadurecer e passar de uma feiticeira de jóia verde com vontade de proteger tudo e todos, para uma verdadeira rainha de jóia cinzenta capaz de enfrentar a pior das situações. Temos depois Thera e Blayde, duas pessoas que sempre tiveram de se esconder, que nunca puderam ser eles próprios e que, finalmente, podem assumir quem são. Vemos ainda a alegria de viver de Thomas, um meio-Sangue rejeitado tanto pelos Sangue como pelos plebeus, mas que mostra uma enorme vontade de agradar, de servir e de se sentir útil.
São todas estas personagens que fazem deste romance algo que dá gosto ler. É o regressar a um mundo já nosso conhecido e rever as personagens que nos marcaram e deixaram saudades. É vermos, uma vez mais, a esperança e o desejo ardente que habita em Daemon mas também a sua faceta oculta, calculista e arrepiante, o Sádico.
Não há muito mais que possa dizer, ou melhor, há, mas aconselho vivamente a quem ainda não o leu que se tiver a oportunidade pegue no livro e entre num mundo onde a magia existe, não só através da Arte, mas que também passa através dos sentimentos e momentos partilhados pelas personagens.
Despeço-me com votos de boas leituras
Bjs
Maff G.
domingo, 25 de setembro de 2011
Trilogia das Jóias Negras de Anne Bishop
Há setecentos anos atrás, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões. Agora o Reino das Sombras prepara-se para a chegada dessa mulher, dessa Feiticeira que terá mais poder do que o próprio Senhor do Inferno. Mas a Rainha ainda é nova, passível de ser influenciada e corrompida.E quem controlar a Rainha controlará o mundo. Três homens poderosos — inimígos de sangue — sabem isso. Saetan, Lucivar e Daemon apercebem-se do poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. E assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, onde as armas são o ódio e o amor. E o preço pode ser terrível e inimaginável.
O que dizer do inesquecível mundo que Anne Bishop nos apresentou?
O meu interesse nas obras desta escritora começou, como sempre, quando andava a deambular numa livraria à procura de algo que me prendesse a atenção. Então surgiu um título, já de si sugestivo, Filha do Sangue, que veio seguido por uma capa cativante e uma sinopse electrizante. Foi então que decidi adicionar Anne Bishop à minha lista de desejos literários.
Não podia prever que, assim que começasse a ler aquele que seria o primeiro de muitos, ficasse totalmente encantada com o mundo e, principalmente, com as personagens que figuravam neste primeiro romance.
O mundo que a autora criou destaca-se, não só pelo tipo de sociedade, mas também pela hierarquia que nele está presente. É-nos apresentada, através de uma escrita fluida e de fácil compreensão, uma sociedade matriarcal, onde a mulher é lei, mas simultaneamente uma sociedade dividida entre os bons e os maus costumes (por assim dizer). Existem aqueles, os poucos, que ainda prezam os valores antigos como a lealdade, a devoção e a entrega; por oposição existem aqueles que se deixaram corromper pelo poder, pela ambição e ganância desmedidas. De cativante nesta história há também a hierarquia de poder evidenciada através das jóias que cada personagem usa. Começando na jóia Branca, passando pela Amarela, Olho-de-Tigre, Rosa, Azul Celeste, Violácea, Opala, Verde, Azul-Safira, Vermelha, Cinzenta, Ébano-Acinzentada, chegamos à jóia Negra, o derradeiro poder na hierarquia das jóias. Mas aqui, contrariamente à crença popular, o negro, as trevas, palavras que associamos ao mal, ganham uma conotação positiva, de algo de bom.
É no meio desta sociedade que conhecemos as personagens. Tomamos conhecimento do "triângulo" central deste maravilhoso enredo. Conhecemos Saetan SaDiablo, o mais poderoso ser do seu tempo, alguém com uma sabedoria e paciência imensas; estabelecemos contacto com os irmãos SaDiablo: o impetuoso e impulsivo Lucivar Yaslana e o poderoso e, de certo modo, calculista, Daemon Sadi - também conhecido como o Sádico - (há que admitir que os nomes são bastante sugestivos).
Finalmente é-nos apresentada a protagonista desta trilogia: Jaenelle Angeline. Conhecemo-la ainda criança, não ingénua, mas ainda um pouco inocente e apaixonamo-nos por esta criatura que vemos crescer com o passar dos livros. Ela é o centro do "triângulo", os sonhos tornados realidade, ela é precisamente o que a sociedade necessita para prosperar e mais não digo.
Contudo, não são só as personagens principais que fazem desta autora uma das melhores da actualidade. As personagens secundárias, aquelas que ajudam os protagonistas e o desenrolar dos acontecimentos, personagens como Surreal, Karla, Kaelas, Colmilho Cinzento e todos os parentes, Andulvar e tantos outros que deixaram a sua marca são tão fulcrais como os protagonistas.
O último tópico, por assim dizer, de que quero falar é da humanidade presente nas personagens. Temos, nesta história, personagens que se mostram tão fortes, tão seguros de si e que depois, perante determinadas situações vemos que afinal também têm pontos fracos, o que apenas as torna melhores, mais humanas. É exemplo disto o Daemon, uma pessoa que conhecemos capaz dos mais atrozes actos quando é tratado com a mesma gentileza e respeito que um animal de rua, que se mostra forte e arrogante em todo o seu esplendor e que, no entanto, mantém a esperança de servir alguém digno de toda a sua confiança, e se mostra fragilizado e enlouquecido quando confrontado com a suposta morte dos "Sonhos Tornados Realidade".
Temos personagens que sentem medo, esperança, desejos, frustrações, ciúmes e que amam incondicional e irrevogavelmente com todo o coração. Vemos laços familiares serem criados de forma simples mas inquebrável.
É tudo isto e muito mais, são os momento emotivos e divertidos, os momentos de suspense e até mesmo as vilãs, Hekatah e Dorothea, que fazem com que o Mundo das Jóias Negras seja, sem sombra de dúvida, um dos melhores.
Bjs
Maff G.
O que dizer do inesquecível mundo que Anne Bishop nos apresentou?
O meu interesse nas obras desta escritora começou, como sempre, quando andava a deambular numa livraria à procura de algo que me prendesse a atenção. Então surgiu um título, já de si sugestivo, Filha do Sangue, que veio seguido por uma capa cativante e uma sinopse electrizante. Foi então que decidi adicionar Anne Bishop à minha lista de desejos literários.
Não podia prever que, assim que começasse a ler aquele que seria o primeiro de muitos, ficasse totalmente encantada com o mundo e, principalmente, com as personagens que figuravam neste primeiro romance.
O mundo que a autora criou destaca-se, não só pelo tipo de sociedade, mas também pela hierarquia que nele está presente. É-nos apresentada, através de uma escrita fluida e de fácil compreensão, uma sociedade matriarcal, onde a mulher é lei, mas simultaneamente uma sociedade dividida entre os bons e os maus costumes (por assim dizer). Existem aqueles, os poucos, que ainda prezam os valores antigos como a lealdade, a devoção e a entrega; por oposição existem aqueles que se deixaram corromper pelo poder, pela ambição e ganância desmedidas. De cativante nesta história há também a hierarquia de poder evidenciada através das jóias que cada personagem usa. Começando na jóia Branca, passando pela Amarela, Olho-de-Tigre, Rosa, Azul Celeste, Violácea, Opala, Verde, Azul-Safira, Vermelha, Cinzenta, Ébano-Acinzentada, chegamos à jóia Negra, o derradeiro poder na hierarquia das jóias. Mas aqui, contrariamente à crença popular, o negro, as trevas, palavras que associamos ao mal, ganham uma conotação positiva, de algo de bom.
É no meio desta sociedade que conhecemos as personagens. Tomamos conhecimento do "triângulo" central deste maravilhoso enredo. Conhecemos Saetan SaDiablo, o mais poderoso ser do seu tempo, alguém com uma sabedoria e paciência imensas; estabelecemos contacto com os irmãos SaDiablo: o impetuoso e impulsivo Lucivar Yaslana e o poderoso e, de certo modo, calculista, Daemon Sadi - também conhecido como o Sádico - (há que admitir que os nomes são bastante sugestivos).
Finalmente é-nos apresentada a protagonista desta trilogia: Jaenelle Angeline. Conhecemo-la ainda criança, não ingénua, mas ainda um pouco inocente e apaixonamo-nos por esta criatura que vemos crescer com o passar dos livros. Ela é o centro do "triângulo", os sonhos tornados realidade, ela é precisamente o que a sociedade necessita para prosperar e mais não digo.
Contudo, não são só as personagens principais que fazem desta autora uma das melhores da actualidade. As personagens secundárias, aquelas que ajudam os protagonistas e o desenrolar dos acontecimentos, personagens como Surreal, Karla, Kaelas, Colmilho Cinzento e todos os parentes, Andulvar e tantos outros que deixaram a sua marca são tão fulcrais como os protagonistas.
O último tópico, por assim dizer, de que quero falar é da humanidade presente nas personagens. Temos, nesta história, personagens que se mostram tão fortes, tão seguros de si e que depois, perante determinadas situações vemos que afinal também têm pontos fracos, o que apenas as torna melhores, mais humanas. É exemplo disto o Daemon, uma pessoa que conhecemos capaz dos mais atrozes actos quando é tratado com a mesma gentileza e respeito que um animal de rua, que se mostra forte e arrogante em todo o seu esplendor e que, no entanto, mantém a esperança de servir alguém digno de toda a sua confiança, e se mostra fragilizado e enlouquecido quando confrontado com a suposta morte dos "Sonhos Tornados Realidade".
Temos personagens que sentem medo, esperança, desejos, frustrações, ciúmes e que amam incondicional e irrevogavelmente com todo o coração. Vemos laços familiares serem criados de forma simples mas inquebrável.
É tudo isto e muito mais, são os momento emotivos e divertidos, os momentos de suspense e até mesmo as vilãs, Hekatah e Dorothea, que fazem com que o Mundo das Jóias Negras seja, sem sombra de dúvida, um dos melhores.
Bjs
Maff G.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A Brisa da Amizade
Qual o verdadeiro significado de uma palavra? É aquilo que vem escrito num dicionário? São as definições que nos aparecem quando tentamos definir algo com base no que alguém escreveu?
Eu acredito na existência de palavras que não podem ser quantificadas, medidas ou totalmente descodificadas. Palavras cujo significado simplesmente não cabe na sua extensão. Palavras como a Amizade. Fala-se tanto deste vocábulo, existem tantas definições, e nenhuma delas exprime de forma completa o que ela pretende transmitir. Seriam precisas todas as definições e citações existentes e, ainda assim, o simbolismo, a importância deste conjunto de letras ficaria incompleto, aquém daquilo que representa. No entanto, muitos de nós entendem o seu significado, ainda que as palavras faltem na hora de o explicar. É aquilo que sentimos quando conhecemos um amigo(a), quando aprendemos a confiar nele(a), quando sabemos onde encontrar um porto de abrigo, seguro e confortável, mas que também está lá para nos acordar quando estamos fora de nós. É a saudade que sentimos quando alguém que conhecemos há tanto tempo já não pode estar connosco todos os dias. É sentirmo-nos à vontade para pegar no telefone e descarregar tudo o que estamos a sentir, desejar compartilhar com essas pessoas todos os momentos do nosso dia, bons e maus sem excluir uma vírgula. A amizade é amor, um amor que eu acredito não ter barreiras, sejam elas temporais ou espaciais. É amor sem a componente romântica que existe entre um casal. É carinho pelos outros.
Podia continuar esta enumeração de factos que nunca conseguiria exprimir com toda a veracidade a imensidão deste sentimento. Deixo aqui três pensamentos, cujos autores desconheço, que acredito serem verdadeiros e dos quais gosto muito:
Maff G.
Eu acredito na existência de palavras que não podem ser quantificadas, medidas ou totalmente descodificadas. Palavras cujo significado simplesmente não cabe na sua extensão. Palavras como a Amizade. Fala-se tanto deste vocábulo, existem tantas definições, e nenhuma delas exprime de forma completa o que ela pretende transmitir. Seriam precisas todas as definições e citações existentes e, ainda assim, o simbolismo, a importância deste conjunto de letras ficaria incompleto, aquém daquilo que representa. No entanto, muitos de nós entendem o seu significado, ainda que as palavras faltem na hora de o explicar. É aquilo que sentimos quando conhecemos um amigo(a), quando aprendemos a confiar nele(a), quando sabemos onde encontrar um porto de abrigo, seguro e confortável, mas que também está lá para nos acordar quando estamos fora de nós. É a saudade que sentimos quando alguém que conhecemos há tanto tempo já não pode estar connosco todos os dias. É sentirmo-nos à vontade para pegar no telefone e descarregar tudo o que estamos a sentir, desejar compartilhar com essas pessoas todos os momentos do nosso dia, bons e maus sem excluir uma vírgula. A amizade é amor, um amor que eu acredito não ter barreiras, sejam elas temporais ou espaciais. É amor sem a componente romântica que existe entre um casal. É carinho pelos outros.
Podia continuar esta enumeração de factos que nunca conseguiria exprimir com toda a veracidade a imensidão deste sentimento. Deixo aqui três pensamentos, cujos autores desconheço, que acredito serem verdadeiros e dos quais gosto muito:
Bjs
"Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.""Diz uma lenda chinesa que amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas: nenhuma tempestade consegue arrancar.""Para conhecer os amigos,o ser humano precisa de passar pela abundância e pela escassez..Na abundância verificamos a quantidade e na escassez verificamos a qualidade."
Maff G.
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