Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Quote of the Day on Goodreads (1)




“I read so I can live more than one life in more than one place.”



Adorei, adorei, adoreiiiiiii


Vi esta citação hoje de manhã e identifiquei-me imediatamente com ela! São tantas as vidas que percorremos e vivemos através dos mergulhos que damos em cada página de cada livro que já lemos. Algumas vidas são até, em alguns momentos, similares à nossa; mas emmuitos outros casos tão diferentes como a água e o azeite. Este é apenas um dos muitos motivos que leva ao fascínio que sinto pela literatura!

terça-feira, 12 de março de 2013

Maldição (2)


Olha para nós! Somos como uma flor, começa cheia de vida, num mundo maravilhoso e feito para ser percorrido pela paixão que dela emana, desconhecendo a desgraça que sucede os primeiros, e únicos, dias felizes que partilha com o sol. Depois, apanhada de surpresa, a flor sucumbe ao frio rigoroso e inesperado, ficando de tal maneira fragilizada que acaba por perecer. Nós somos a flor fragilizada, perto do abismo. Dentro de nós vive a solidão, a agonia de saber que, embora não estejamos sós, estamos separados. Somos como uma flor murcha rodeada pela luxuriosa floresta de cores fortes, de vida. Vemos a vida passar-nos ao lado, percorremos o mundo onde ainda existe felicidade e, no entanto, um espesso véu transparente divide esse mesmo mundo em dois. E apesar de caminharmos do mesmo lado, não nos é permitido viver. É-nos negado o tocar. Ainda temos o falar, mas isso já pouco consola o meu coração. O simples toque da minha mão na tua face faria de mim a mulher mais feliz do mundo. Nós dois conheceríamos a derradeira felicidade se, por breves momentos, voltássemos a ser o jovem casal que namorava ao abrigo da noite estrelada, tendo como único foco de luz a chama abrasadora que fluía dos nossos seres. Das vezes que nos cruzámos durante estes anos, que passaram com a rapidez de séculos, provámos o sabor amargo da desilusão ainda que, nos breves momentos iniciais, os nossos sorrisos voltassem a ser sinceros, o nosso mundo voltasse a ficar completo e os nossos corações se sentissem de novo felizes. Mas o que nos atingia era uma felicidade falsa, porque depois desses momentos de esperança, a crua realidade voltava a cair sobre os nossos ombros, nunca deixando esquecer a maldição que nos enfeitiçava.

O texto acima apresentado é da minha autoria e vem no seguimento de uma outra minha publicação Maldição  , é parte de uma das minhas histórias

Espero que gostem ;)

Bjinhos e boas leituras!!!
Mafs

domingo, 18 de novembro de 2012

Pensamento/Frase da Semana (18)

Hoje trago uma citação de uma das minhas autoras de policiais predilectas, J. D. Robb. Assim que a li foi "amor à primeira vista". É uma declaração de amor curta e grossa, dita de maneira tão natural que para mim é, por isso, comovente.
Quem foi que disse que o amor é cego? Aqui está uma resposta verdadeiramente honesta e esse dito popular ;D


Roarke: Love is blind. 
Eve Dallas: The hell it is. I see you clear enough, don't I?










Beijinhos e boas leituras :D

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Traição

"No gelo que as montanhas abrigavam, montanhas que rodeavam a imensidão do território gelado, encontrava-se ele. Erguia-se sobre o cume mais alto, em toda a arrogância da sua espécie, se bem que não fizesse verdadeiramente parte dela. Era um renegado, sempre fora. Não que alguma vez tivesse tido culpa, ou mesmo escolha. Mas assim que viera ao mundo, Kashthir fora marcado. As asas que faziam dele parte de um povo eram as mesmas que o tornavam um proscrito. As longas penas que ocupavam as suas costas, tão negras como as de um corvo, assinalavam a sua diferença. Raros, muito raros, eram aqueles que entre os laskorianos possuíam asas assim. O povo caracterizava-se pela brancura das penas que abraçava a neve como se fossem irmãos. O negro nunca teria lugar no meio deles. No entanto, o negro exercia fascínio nos restantes povos do território gelado. Fora assim que a conhecera e fora assim que a sua sorte acabara. Iannanual, senhora do território gelado, a rainha mais poderosa que até então nascera na sua casa, tinha sucumbido a esse fascínio, à sedução que o homem alado, o homem corvo, exercia sobre ela. À luxúria que libertava no corpo da rainha.
 Nunca fora sua intenção ser notado, nunca quisera dar mais nas vistas do que a sua genética permitia, contudo também Kashthir fora enfeitiçado pela doçura que Ianna lançava sobre ele. Ela não fora como os outros, não o repelira pela sua cor, não manifestara repugnância ou ódio, não o apedrejara. Olhara para ele como se fosse de carne e osso, com desejo e com algo que Kash julgara ser amor. E tinham vivido uma espécie de amor, uma felicidade aparente, irreal. Uma vida escondida, dupla, cheia de enganos e vendas. Porque quando a alvorada em que o conjugue da rainha descobriu o que se passava nas suas costas chegou, a vida secreta que amava voltou-se contra ele no tempo que demora uma batida do coração. A amante, com receio ao marido, distorceu a sua história, fazendo dele um monstro. Transformando o amor que ele sentia num ódio profundo. A faca da traição ficara cravada nas suas costas, de forma permanente, tal como o castigo que se seguiu. Porque o rei não deixou o assunto cair no esquecimento. A crueldade foi levada até Kashthir pela mão do governante do território gelado, e caiu nas suas costas sob a forma de um chicote que, apenas graças a cuidados muito posteriores, não lhe dilacerou as magníficas asas negras, como o rei pretendia fazer.
Era o passado que ele recordava, o passado que acontecera há séculos, quando Kash era apenas um jovem desmiolado procurando unicamente o consolo de ser amado, de não ser diferente. Agora, enquanto olhava de cima o palácio onde Iannanual ainda habitava, ele já não era esse rapaz. Era um laskoriano no auge da sua juventude, enquanto que a rainha que em tempos possuira o seu coração, era agora uma idosa matriarca. Era alguém que nada mais significava para ele do que um ódio tão profundo como as cavernas que subsistiam no centro do mundo."


O texto acima apresentado é da minha autoria. É de uma história que estou a desenvolver e da qual gosto mais a cada dia que passa. As personagens estão a cativar-me. Este é apenas um dos fios condutores desta minha história, sendo que haverão bastantes mais fios por onde escrever. As duas personagens acima apresentadas são Kashthir, um laskoriano de asa negras, cuja raça possui longevidade prolongada, sendo que ele é ainda um jovem adulto no presente. Qaunto a Innanual, ele é uma rainha poderosa, uma mulher ambiciosa e bonita, que no presente é já uma mulher de idade avançada, ainda que também o seu povo tenha uma vida prolongada. Aquando do seu envolvimento com Kashthir, ela já não era nova, já tinha muitos anos, sendo que ela era myuito mais velha que o rapazote que Kash era.

Bem espero ter aguçado a vossa curiosidade, porque esta história está longe de ter acabado. Ainda há muito para revelar acerca dos laskorianos, e da famíliua real do território gelado e não só...

Bjinhos e comentem, gostava de saber a vossa opinião :)
Mafs

sábado, 15 de setembro de 2012

Pensamento/Frase da Semana (14)


Simi? What was it you told me once about families? (Aimee)
We have three kinds of family. Those we are born to, those who are born to us, and those we let into our hearts. (Simi)"
Sherrilyn Kenyon (Bad Moon Rising (Dark-Hunter, #18))


Tenho de admitir que ultimamente não tenho andado com muita inspiração para a escrita e por isso o blog tem andado mesmo muito parado, quem sabe se agora que começam as aulas eu não me sinta mais motivada para continuar a deixar por este meu cantinho mais uns pensamentos.

quanto a esta citação tenho de admitir que é das minhas favoritas. Simplesmente porque entendo a grande verdade que estas palavras encerram. O quão facilmente observo esta situação a ocorrer comigo.Além da família da qual descendemos, e que poderemos um dia criar, não evemos nunca esquecer as pessoas que se infiltram nos nossos corações. Principalmente aquelas que em pouco tempo criam raízes profundas. A mim isso aconteceu-me este ano. Sem saber bem como, e acreditem que me pergunto sobre isto muitas vezes, acabei a confiar sem restrições numa pessoa que conheci há exactamente um ano. Tornou-se, definitivamente, no meu melhor amigo do género masculino. Logo de mim, que não sou de dar confiança à partida às pessoas que conheço. A pura verdade é que o adoro e acho que acabámos por nos "adoptar" um ao outro. Adoro a minha família, seja ela proveniente da minha arvore genealógica, das escola que frequentei (e daqui tenho cinco amigas que não troco por ninguém), ou dos escuteiros. Todos eles ganharam raízes e garanto que são laços para durar a vida inteira (com certeza muito mais).

Despeço-me com votos de um bom fim-de-semana
Bjinhos
Mafs

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pensamento/ Frase da Semana (13)

LOVE
"How can anyone be afraid of love?
How can they not? His face was completely aghast. When you love someone... truly love them, friend or lover, you lay your heart open to them. You give them a part of yourself that you give to no one else, and you let them inside a part of you that only they can hurt-you literally hand them the razor with a map of where to cut deepest and most painfully on your heart and soul. And when they do strike, it's crippling-like having your heart carved out. It leaves you naked and exposed, wondering what you did to make them want to hurt you so badly when all you did was love them. What is so wrong with you that no one can keep faith with you? That no one can love you? To have it happen once is bad enough... but to have it repeated? Who in their right mind would not be terrified of that?"
Sherrilyn Kenyon (Devil May Cry)


E esta, meus caros bloggers, é a mais pura das verdades. Nada mais tenho a acrescentar a não ser que eu sou prova viva do que esta autora escreveu aqui.

Sem mais demoras me despeço
Bjinhos
Mafs

domingo, 3 de junho de 2012

Sinto saudades. Saudades do breve momento que partilhámos. Sentado no muro do jardim, rodeados pelos nossos amigos, abraçaste-me. Colocaste o teu braço sobre os meus ombros e encostaste-me a ti. Nunca pensei que encaixássemos tão bem. Naquele momento senti-me aquecer e derreter  por ti. Foi nesse momento que me apercebi de que afinal não tinha acabado, não para mim e não ainda. Senti-me no céu, quente e confortável, importante. Abraçaste-me de forma tão espontânea e em frente a tanta gente que me fizeste sentir nas nuvens, e quando me beijaste o topo da cabeça cheguei ao paraíso. Mas não sei o que isso significou. Nunca sei dizer o que significa para ti o que vivemos, cada momento, por mais pequeno que ele possa parecer aos nossos olhos. E é isso que deixa o meu coração em suspensão. há espera do momento em que me digas qual o passo que queres dar a seguir, qual a direcção que vais tomar. Terei eu de viver para sempre em espera?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Confusão...

Confusão. É este o nevoeiro que me tolda o espírito nestas horas tardias da noite. Não consigo compreender. Por mais que a minha cabeça volte a este ponto da minha vida, continua difícil de entender, de perceber o que se passa na minha alma e, principalmente, o que se passa na dele. Num momento sou ignorada para no instante seguinte estar quente e aconchegada nos seus braços. Braços esses que me fazem sentir em porto seguro, longe da tempestade que se abate quando estou afastada dele. As dúvidas preenchem o meu pensamento, fazem-me revirar nos sonhos e dispersam a minha atenção. Magoei o orgulho dele ao hesitar no instante em que algo mais poderia ter acontecido? Estou agora a ter mais uma oportunidade? Ou está ele a dar-me a provar na mesma moeda? Como é que eu, uma alma insegura até ao âmago do meu ser, posso acreditar que alguém como ele poderia olhar para mim desse modo? Porque somos tão diferentes, tão opostos em tantos aspectos. Ele é frontal e directo, é bom a discutir e tem uma cabeça dura como ninguém que eu tenha conhecido. Eu não. Se puder fugir a uma discussão, evito-a; não sou uma criatura social contrariamente a ele. Gosto de ficar em casa e ele gosta de sair. Nunca me embebedei, ele não passa uma semana sem o fazer. Dou por mim a pensar nestas coisas, a fazer comparações com coisas que não podem ser comparadas.
Há quem diga que os opostos se atraem e completam. Não sei se acredito nisso. Se a situação fosse um filme eu estaria em euforia porque saberia qual o fim daquela história. Saberia que acabariam juntos por serem tão diferentes, por serem o yin e o yang. Mas a realidade às vezes tem a sua própria maneira de desfazer os nossos sonhos, as nossas esperanças.



O texto acima é da minha autoria :) pertencea uma das minhas muitas histórias começadas e fadadas a nunca estarem realmente escritas...enfim...espero que gostem... (estava a sentir-me melancólica quando o escrevi)

Bjinhos
Mafs

sexta-feira, 30 de março de 2012

Pensamento/ Frase da Semana (6)

Estou de volta com esta rubrica. Foi uma iniciativa que esteve parada durante demasiado tempo a meu ver, mas realmente distraí-me porque no dia em que o costumava fazer comecei a ficar sem tempo. De qualquer das maneiras ela está de volta e para ficar (se eu entretanto não me distrair outra vez ).

Desta vez deixo-vos esta frase romântica, que eu adoro,do livro Last Summer de Sarah Dessen

He gave her 12 roses, 11 real and 1 fake, then he said "i'll love you till the last one dies".


É ou não é maravilhosa?

Bjs
Mafs

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Paixão numa noite de inverno/ Beijo encantado

 Venho hoje partilhar com vocês um texto que escrevi, se não me engano, em Outubro para um passatempo literário. Infelizmente não ganhei mas fiquei muito satisfeita com o resultado final deste texto. O passatempo consistia em escrever algo em que figurassem as expressões "beijo encantado" e "paixão numa noite de inverno. Espero que gostem tanto de o ler, como eu gostei de o escrever.

O tempo passava demasiado devagar. Cada segundo parecia uma hora, cada hora era transformada num dia e cada dia significava para mim a dor de esperar um ano. Recordava os momentos que tínhamos partilhado, recordava as palavras pronunciadas em sussurros, os murmúrios partilhados em confidência. Lembrava-me de tudo isto enquanto sentia a tua ausência, sentindo desvanecerem-se as memórias que tinha de nós. Relembrava, sentindo o coração apertado, as tuas promessas, promessas que, no decorrer das estações, tentei deixar para trás, mas que permaneceram, quais fantasmas, a pairar sobre todo o meu espírito. A noite foi a minha confidente. Revelei-lhe a ela, que sempre foi nossa testemunha, que presenciou o desabrochar dos nossos sentimentos, todos os meus receios e todas as minhas esperanças. Porque essas, essas chamas que se recusavam a apagar, permaneceram com o meu ser até ao fim. A noite sempre nos protegeu e presenteou-nos com a sua discrição. Permitiu que vivêssemos o que nos foi negado em demasia, o que a sociedade não aceitava e condenava. No entanto foi o sol que nos apresentou. Lembro-me com nitidez a primeira vez que nos vimos, que te vi. Recordo aquele esplendoroso dia de Inverno, aquela que se tornou a nossa estação. Caminhavas altivo, arrogante, com ar de caçador que procura a sua presa. Envergavas uma comprida capa de viagem, de um negro profundo que contrastava com o teu cabelo dourado. Os teus olhos espelhavam o límpido azul do céu e recaíram sobre os meus. E eu senti-me a ser impelida na tua direcção, como se um íman me puxasse para ti. Depois sorriste e inclinaste a cabeça numa educada saudação. Deslumbraste-me. E foi nesse momento que percebi o que era o destino, o que era aquilo de que me tinham falado tantas vezes e que eu sempre tinha renegado, desacreditado. Era tão senhora do meu nariz, tinha tantas certezas sobre o meu futuro e tu deitaste a baixo o que eu, ingenuamente, julgara ser o meu propósito. Um olhar e um sorriso foi tudo o que bastou para que o meu coração, que as pessoas erradamente diziam ser frio e duro como pedra, batesse descompassadamente e destrancasse uma das muitas fechaduras que acabarias por descobrir e abrir. Nesse inverno foste meu e eu pertenci-te de corpo e alma. Cada beijo que trocámos era um beijo encantado, uma magia que o nosso amor me levou a descobrir. As noites de Inverno velaram pela nossa paixão Mas esse Inverno foi tudo quanto tivemos. Porque quando a Primavera chegou tu partiste. Vivemos a nossa última noite de Inverno e quando a aurora rompeu o negrume, tu já tinhas partido, deixando-me apenas a última flor do Inverno, um lírio da paz, e um bilhete escrito com a tua elegante caligrafia dizendo: Voltarei, espera por mim.
E eu esperei. A chama da esperança recusou-se a desaparecer, ainda que tenha oscilado muitas vezes. À Primavera sucedeu-se o Verão e o Outono veio depois, dando lugar a um Inverno rigoroso. Foi então que, estando sentada no vão da varanda, acompanhada apenas pela noite, vi um reflexo dourado mover-se no negro da floresta que observava. Tinhas regressado. Nada parecia ter mudado. A tua arrogância masculina permanecia cativante e mantia ainda o meu coração cativo. Detinhas ainda, como pude constatar pelo palpitar que me assolou, a chave que derretia a minha muralha de gelo. Desci para a floresta e vieste ao meu encontro. Devolveste-me a magia com um beijo encantado, recordaste-me a nossa paixão numa noite de Inverno. Colocaste um lírio da paz no meu cabelo negro e deste-me a mão num gesto tão natural que o rio do tempo parecia não ter corrido. Pediste-me, com a tua voz enevoada, que fosse contigo, que fossemos embora, deixando tudo o que não era importante para trás. Pediste-me, como um cavalheiro, perdão pela demora, e não me fizeste falsas promessas, cumprindo as que me tinhas feito. Permanecias e continuaste o homem honroso e honesto que eu lembrava e pelo qual ansiava desesperadamente. Por isso não hesitei. A minha mão, que estava já segura e confortável na tua, estava disposta a seguir-te para todo o lado. O meu coração falava por mim. As palavras não eram necessárias para o momento que partilhávamos. Haveria tempo para elas, as palavras, as explicações. Naquele momento eu percebi a verdadeira felicidade. Foi isso que a tua ausência me ensinou. Aprendi a não tomar as coisas como garantidas pois, no tempo do bater de asas de um colibri, julguei ter perdido tudo, para agora recuperar esse mesmo tudo que me complementava.
Estamos juntos no presente, longe da opressão da sociedade, estamos juntos no passado, onde as memórias deixaram a sua marca, e sei que estaremos juntos no futuro. Teremos sempre e para sempre o lírio da paz que ainda guardo no meu livro preferido e, quando isso já não mais tiver para dar, teremos sempre as noites de Inverno.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Brisa de Amor

       "Já ouvi o amor ser comparado a um fogo, mas essa comparação está errada. Quando tocamos numa chama afastamo-nos. A dor é rápida e súbita e depois desaparece.
O amor é como o gelo. Apodera-se de nós sorrateiramente, penetrando no nosso corpo de forma furtiva, desfazendo as nossas defesas, encontrando os recantos mais escondidos da nossa carne. Não é como calor ou dor ou ardor, mas antes como um entorpecimento interior, como se o nosso coração estivesse a solidificar, a transformar-nos numa pedra. O amor aperta-nos com uma força capaz de partir rochas ou estilhaçar o casco de barcos. O amor consegue levantar lajes do pavimento, desfazer mármore, fazer mirrar as folhas nas árvores.
Eu amava-a e, nunca a poderia ter.”

 A rainha dos gelados de Anthony Capella