Yay!!!! Hoje fui buscar o meu mais recente livrinho! Uma grande amiga minha fez-me um enorme favor e adquiriu, recentemente, por mimo voluma A Lança do Deserto do Peter V. Brett. Sendo um livro grande e estando com um preço elevado aproveitei a hora H da Feira do Livro de Lisboa e acabei por comprar este bebé a metade do preço *.* (estou a dar pulinhos de contente neste momento!) xDD
Já queria ler este livro desde que saiu no nosso país, mas infelizmente o preço não ajudava nada a minha causa. Assim, finalmente, consegui
deitar-lhe as mãozinhas eheheh :D
Deixo-vos a sinopse e uma fotografia do novo inquilino da minha estante!
O Sol põe-se sobre a Humanidade. A noite pertence agora a demónios vorazes que se materializam com a escuridão e que caçam, sem tréguas, uma população quase extinta, forçada a acobardar-se atrás da segurança de guardas de poder semi-esquecidas. Mas estas guardas apenas servem para manter os demónios à distância e as lendas falam de um Libertador; um general, alguns chamar-lhe-iam profeta, que em tempos uniu a Humanidade e derrotou os demónios. No entanto esses tempos, se alguma vez existiram, pertencem a um passado distante. Os demónios estão de volta e o Libertador é apenas um mito… Ou será que não?
Bjinhos e Boas Leituras!!!
Mafs
Quando o Vento Sopra... é um blog sobre tudo o que vier à cabeça. Para quê restringir a nossa criatividade ou expressão a um só tema?
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domingo, 9 de junho de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Maldição (2)
Olha para nós! Somos como uma flor, começa cheia de vida, num mundo maravilhoso e feito para ser percorrido pela paixão que dela emana, desconhecendo a desgraça que sucede os primeiros, e únicos, dias felizes que partilha com o sol. Depois, apanhada de surpresa, a flor sucumbe ao frio rigoroso e inesperado, ficando de tal maneira fragilizada que acaba por perecer. Nós somos a flor fragilizada, perto do abismo. Dentro de nós vive a solidão, a agonia de saber que, embora não estejamos sós, estamos separados. Somos como uma flor murcha rodeada pela luxuriosa floresta de cores fortes, de vida. Vemos a vida passar-nos ao lado, percorremos o mundo onde ainda existe felicidade e, no entanto, um espesso véu transparente divide esse mesmo mundo em dois. E apesar de caminharmos do mesmo lado, não nos é permitido viver. É-nos negado o tocar. Ainda temos o falar, mas isso já pouco consola o meu coração. O simples toque da minha mão na tua face faria de mim a mulher mais feliz do mundo. Nós dois conheceríamos a derradeira felicidade se, por breves momentos, voltássemos a ser o jovem casal que namorava ao abrigo da noite estrelada, tendo como único foco de luz a chama abrasadora que fluía dos nossos seres. Das vezes que nos cruzámos durante estes anos, que passaram com a rapidez de séculos, provámos o sabor amargo da desilusão ainda que, nos breves momentos iniciais, os nossos sorrisos voltassem a ser sinceros, o nosso mundo voltasse a ficar completo e os nossos corações se sentissem de novo felizes. Mas o que nos atingia era uma felicidade falsa, porque depois desses momentos de esperança, a crua realidade voltava a cair sobre os nossos ombros, nunca deixando esquecer a maldição que nos enfeitiçava.
O texto acima apresentado é da minha autoria e vem no seguimento de uma outra minha publicação Maldição , é parte de uma das minhas histórias
Espero que gostem ;)
Bjinhos e boas leituras!!!
Mafs
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Maldição
Viste-me quando mais ninguém olhou para mim. Olhaste de relance quando passaste por mim em frente ao palácio para onde te dirigias. Transmitias a confiança da realeza, aquele porte altivo e de sangue azul, mas olhaste para baixo, olhaste para onde estavam os pobres, os desgraçados que vivem um dia de cada vez tentando juntar os fragmentos daquilo que foram. Olhaste para o sítio onde me encontrava, com a minha irmã nos braços, e os teus olhos negros apoderaram-se dos meus. Tivemos, depois disso, dias felizes, dias em que ficámos a conhecer-nos e o que era atracção passou, gradualmente, a uma paixão abrasadora, a um amor inigualável. Não o fizeste de propósito, mas a partir desse dia fatídico, infeliz de tantas maneiras, marcaste o caminho que percorro. Condenaste a minha alma, o meu coração a deambular sozinho pelo mundo, dolorosamente só. Ao olhar para mim passaste-me parte da maldição que carregavas sobre os ombros. Acabaste por trazer a desgraça do meu ser e tudo porque, no tempo de uma batida do meu coração, o enfeitiçaste e ficaste deslumbrado. Não consigo entender que partida cruel pregou o destino ao juntar-nos na mesma rua empedrada, no mesmo dia chuvoso. A partir desse momento de magia poderosa, magia essa que aprendi a respeitar e que ainda hoje receio, ficámos ligados para a eternidade sem, no entanto, podermos estar realmente juntos. Tornávamo-nos imateriais quando estávamos perto, fantasmas incorpóreos que tentavam alcançar algo vezes sem conta nunca o conseguindo. É tão doloroso e solitário este fardo que partilhamos sem nunca partilhar realmente.
Não sabes como odeio amar-te, como odeio não poder estar contigo, ver-te mas nunca te poder tocar. São tantos os sentimentos que emergem de mim quando recordo aquele dia. Sinto ainda o bater desenfreado do coração que os teus olhos provocaram, sinto a atracção inexplicável que me atingiu qual rajada de vento de tempestade. Ao mesmo tempo sinto-me a desaparecer, a deixar-me cair aos poucos no vazio da solidão, da dor, do desespero. Já nem a minha irmã consegue consolar o rio que escorre do meu peito. É tão difícil acreditar ainda na tua palavra, porque tu prometeste que arranjarias maneira de quebrar a sombra que paira sobre nós, mas a esperança que no início tranquilizava o meu espírito desvanece um pouco mais a cada dia. Vai-se varrendo com o doloroso passar dos anos. Porque tu sabes que já vivemos mais do que o que devíamos, esta maldição que sobre nós recaiu permite-nos uma vida excruciantemente longa, uma vida, como antes referi, que apenas torna mais insuportável o que de si é já inconcebível. Quem sabe a morte não será a solução. A derradeira prova àquilo que o amor pode suportar. Imagino que quando isso acontecer, entraremos de mãos dadas, finalmente juntos, no paraíso, num lugar que será para sempre só nosso, onde poderemos por fim viver o que nos foi negado, viver finalmente! O fim será para nós o início, ou melhor, a continuação de algo que ficou em suspensão no tempo.
Bjs
Maff G.
(o texto acima apresentado é da minha autoria)
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